Impacto do envelhecimento no Canadá abre a discussão para aumento de meta em 450 mil imigrantes por ano até 2025.

Ottawa deve anunciar o objetivo de imigração do país em 2018 até 1º de novembro.

O governo federal já aumentou a ingestão de imigrantes do Canadá para 300 mil por ano, mas poderia e deveria ir ainda mais longe?

Essa é a questão de um novo relatório da Conference Board of Canada, que prevê os potenciais impactos de diferentes níveis de imigração na economia geral, principalmente níveis de renda e gastos públicos.

As descobertas podem ser decepcionantes tanto para os adeptos quanto para os críticos da imigração. O campo para maiores níveis de imigração é simples: mais pessoas significam mais trabalhadores para preencher vagas, empresários para criar novos empregos e clientes para comprar. Além disso, os imigrantes são, em média, mais jovens do que os canadenses nativos, de modo que os recém-chegados são  literalmente  uma injeção de sangue fresco para pagar as despesas globais que o envelhecimento da população causa.

Porém uma parte dos gestores é contra esse aumento, argumentando que os imigrantes competem com os trabalhadores nativos para os mesmos empregos, e que tendem a diminuir os salários e a pesarem sobre a rede pública.

E de acordo com os economistas a longo prazo, a imigração não parece ter efeitos significativos em empregos ou salários.

Os autores examinam vários cenários. Em um extremo do espectro, o Canadá do futuro enfrenta o fato dele sair dos moldes de  imigração tal como está. Isso significa paralisar aproximadamente 0,8% de crescimento de sua população de recém-chegados todos os anos. Por outro lado, é a perspectiva de aumentar o objetivo em permitir que 450 mil imigrantes por ano até 2025, que seriam cerca de 1,1% da população um caminho para salvar o país de um colapso econômico.

O número 450.000 vem do Conselho Consultivo de Crescimento Econômico do governo federal, que realmente recomendou apontar para esse nível de imigração até 2021. Os autores do relatório, no entanto, decidiram “atrasar o aumento em quatro anos, dada a baixa probabilidade de o governo federal ter a capacidade operacional para acelerar a imigração rapidamente “.

O estudo conclui que manter o status como está resultaria em uma economia mais lenta, com crescimento do PIB real com uma média de 1,85 % em comparação aos 3% deste este ano. Os custos de cuidados com a saúde como parte das receitas provinciais aumentariam para mais de 42%, ante os 35% de hoje.

Sob o cenário de 450.000 para 2025, aumentado para 528.000 pessoas por ano até 2040, o crescimento econômico seria de apenas 2% ao ano, e os gastos com saúde como uma parcela das receitas provinciais aumentariam em torno de 40%.

É importante ressaltar é que o PIB per capita seria um pouco menor em um cenário de alta da imigração, com US $ 61.600 por pessoa em comparação aos $ 62.900 no cenário de hoje. Isso é principalmente porque os imigrantes tendem a ganhar menos do que os canadenses nativos, fazendo pouco mais de 83% do salário médio de um canadense.

E a renda mais baixa dos imigrantes, não quer dizer menores ganhos para os canadenses observam os autores.

Mas meio milhão de recém-chegados por ano também resultaria em “maiores despesas sociais”, lê o relatório. Os autores não observam como essa despesa pública adicional se compararia a uma contribuição dos imigrantes para reduzir as pressões fiscais dos custos dos cuidados com a saúde.

Os números sozinhos não são exatamente o marco para a certeza desta tendência de aumento de imigração do Canadá para 450 mil pessoas. Mas os autores argumentam que o Canadá poderia espremer mais o crescimento de seus recém-chegados se ele fizesse um melhor trabalho para ajudá-los a encontrar profissões que combinassem com suas habilidades e educação. Se, digamos, os médicos paquistaneses conseguissem trabalhar como médicos aqui no Canadá, em vez de deslocar para trabalhar como taxistas. Dai talvez possam evitar a queda projetada no PIB per capita.

No geral, no entanto, o estudo também destaca o quão minúsculo, mesmo que sendo 450.000 ou 500.000 de imigrantes recebidos pelo país é quando comparados à magnitude dos desafios econômicos e fiscais que enfrentam o Canadá enquanto os baby boomers marcham para a aposentadoria.

O Canadá precisaria adicionar seis milhões de pessoas apenas para preencher a diferença demográfica deixada pelos boomers. E esse buraco continua crescendo em 200.000 pessoas por ano.

Aumentar os níveis de imigração para 450 mil pessoas por ano e até mesmo um número maior não trás a certeza de que ajudará a impulsionar o crescimento da economia ou se trará algum problema na situação fiscal. Mas não chegará nem perto de cancelar o impacto brutal do envelhecimento da população e a baixa taxa de natalidade dos nativos canadenses.

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